sábado, 23 de novembro de 2013

Só nosso

Há alguns ingênuos que pensam que o amor é um lindo laço de igualdade entre 2 pombinhos, que os enamorados estão equilibrados na relação, que o desejo físico é uma consequência do sentimento ou que a melhor descrição dele é um casal de costas, de mãos dadas, olhando a lagoa ao pôr-do-sol, a cabeça dela inclinada sobre o ombro dele, a dele, sobre a dela. Mera ilusão. Aliás, talvez nem seja ilusão, talvez para os outros seja assim, mas para nós não, e você sabe disso. Nosso amor é como uma guerra violenta, uma disputa manchada de sangue e esperma, um vulcão em erupção cuja lava é nossa libido, uma luta cuja regra é conquistar sem ser conquistado, um jogo de olhares e acenos, de sugestões e seduções, de satisfação e dominação. O que há entre nós é sombrio e úmido, pérfido e desconhecido, tentador e inaceitável. Muito melhor que todos os romances água-com-açúcar ou namorinhos sem sal, nosso amor é prazer, sensação, alívio, desejo, perigo, suor e descaso-é nosso tipo de amor.

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